Inea desenvolve projeto para aumentar produção artesanal do látex

O Instituto de Estudos Integrados Cidadão da Amazônia (Inea) está desenvolvendo na comunidade de Jamaraquá, localizada dentro da Flona do Tapajós, município de Belterra, o projeto de “Apoio ao extrativismo e à produção artesanal do látex da seringueira”. A iniciativa pretende maximizar a produção da folha semi artefato (pequenas lâminas de borrachas provenientes do látex) através da criação de um inventário das seringueiras utilizadas para produção e a capacitação dos comunitários, para proporcionar aos mesmos, melhorias técnicas na produção do látex das seringueiras.

A iniciativa faz parte do componente dois do Projeto BR 163, que diz respeito ao apoio às iniciativas de produção sustentável. O mesmo visa dar subsídios necessários para a extração do látex e a produção da folha semi artefato (FSA) na comunidade de Jamaraquá. A proposta foi desenvolvida com o intuito de dar aos extrativistas novas alternativas socioambientais para desenvolver culturas de captação de renda que não degradem o meio ambiente.

Os técnicos do Inea realizaram um inventário florestal para obter as localizações exatas das seringueiras, o mesmo foi feito através da identificação das árvores com plaquetas e aplicação de questionários com os produtores, a fim de obter dados da produção estimada de cada seringueira.

A iniciativa vai oferecer oficinas para qualificar uma equipe de moradores da comunidade, ensinando-os a criar moldes da FSA e confeccionar novos produtos derivados do látex, como a folha defumada líquida (FDL). As oficinas de capacitação serão divididas em três módulos, produção das mantas de couro vegetal e coloração; elaboração de conceitos e dinâmicas em designer e por último a oficina de criação de um produto.

O projeto visa também à estruturação do barracão comunitário de Jamaraquá, através da compra de equipamentos avançados para a produção da FSA, assim como, a criação de um local dentro do mesmo para o armazenamento adequado da produção. Será criada também uma sala dentro do referido loca para a comercialização do produto final, a fim de estabelecer uma relação de aproximação entre produtores e compradores, dos produtos oriundos dos seringais. A manutenção do barracão comunitário será feita pelos próprios moradores da comunidade.

Será desenvolvida juntamente com os moradores do Jamaraquá, a elaboração da logomarca, assim como de todos os elementos visuais que compões os produtos. É importante ressaltar que para facilitar, e obter uma melhor comunicação com o público consumidor que vem de outros lugares do mundo, os elementos visuais dos produtos serão impressos em outros idiomas.

Após o encerramento da execução do projeto, os técnicos do Inea capacitarão a Associação de Moradores da comunidade de Jamaraquá (Asmorja), quanto à administração, produção e monitoramento do estoque e a comercialização dos produtos manufaturados.

Será proposta também a criação de um fundo financeiro através da abertura de uma conta bancária, administrada pela Asmorja. O mesmo tem como principal objetivo, socorrer os associados em situações de emergência ou em períodos de entre safra.

Assim sendo, essa é mais uma iniciativa do Inea, que visa levar soluções ecologicamente corretas para a execução de atividades empreendedoras que não degradem o meio ambiente, através de produtos florestais não madeireiros (PFNM). Além disso, o projeto valoriza e agrega valor a produtos que enriquecem as raízes culturais das populações tradicionais e procura manter o equilíbrio entre atividades lucrativas com sustentabilidade.